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TÍTULO DA PESQUISA

O significado do pensamento e o papel docente. Uma pesquisa em práticas filosóficas com crianças e formação de professores e professoras em escolas públicas de Vancouver (Canada).

PERÍODO:

2017 - 2018

LINHA DE PESQUISA

Infância, Juventude e Educação

GRUPO(S) DE PESQUISA

Núcleo de Estudos Filosóficos da Infância

FINANCIAMENTO(S)

CNPq

O presente projeto propõe-se pesquisar teórica e praticamente os significados e sentidos do pensamento em seminários teóricos de pesquisa e práticas filosóficas com crianças e professores em escolas públicas da cidade de Vancouver, Canada. A pergunta principal que nos preocupa é: se o pensar não é concebido como algo técnico, ou seja, como uma habilidade ou uma competência a transmitir, pode-se ensinar a pensar? Se for possível, como? A partir de quais princípios? Há um método para ensinar ou para aprender a pensar? Qual é o papel do professor numa educação em que o pensar ocupa um lugar principal e que é também uma educação preocupada com a sensibilidade, o corpo e uma educação de todo o povo, ou seja, uma educação popular?
A nossa trajetória de pesquisa no campo da investigação filosófica com crianças, iniciou-se com o seu fundador na tradição pragmatista dos Estados Unidos, Matthew Lipman (LIPMAN 1999; 2003; 2008; LIPMAN, SHARP, OSCANYAN, 1980), continuou pelos seus desdobramentos nas tradições filosóficas da França e da Itália e foi alimentada pela tradição filosófica, em particular, da antiga Grécia na figura de Sócrates e na tradição de pensamento latino-americano, na palavra do Sócrates de Caracas (Simón Rodríguez). E justamente a partir de Simón Rodríguez que afirmamos a importância do cultivo do pensamento na educação em tanto força criadora tanto como sentido da ação escolar quanto como forma de vida pedagógica (RODRíGUEZ, 2001a). Assim, o ensinar é considerado uma forma de arte e o professor, um artista. A partir de S. Rodríguez também torna-se necessária uma conceição do pensamento que signifique educar uma sensibilidade intelectual, que seja capaz de colocar em questão o estado de coisas para inventar novos estados e não apenas imitar o que é afirmado socialmente.
O presente projeto de pesquisa procura colocar esses apontamentos em diálogo com uma outra tradição de pesquisa e prática em filosofia para crianças. Trata-se de incorporar a nossa pesquisa um diálogo com a tradição alemã inaugurada nos anos 90 por Eckehart Martens (MARTENS 1999, 2003, 2007) e seus desdobramentos nas práticas e pesquisas do Engaged Philosophical Inquiry Consort (EPIC) da British Columbia University em Vancouver, Canada desenvolvidas por Barbara Weber (2103b, 2013c). Em particular, importa-nos estudar a problemática das relações entre pensamento, filosofia e infância e, mais especificamente, a imagem do pensamento que se afirma quando se pretende inserir a filosofia na educação da infância, em particular a partir do trabalho de crítica da racionalidade dominante nos próprios discursos da “Filosofia para Crianças”, tal como está sendo desenvolvido por B. Weber, continuadora de Martens e supervisora deste projeto, a partir das ideias de empatia e corporeidade, no marco da fenomenologia de Husserl, da hermenêutica de H.G. Gadamer e dos seus desdobramentos em M. Heidegger e M. Merleau-Ponty, fortemente presentes nos estudos de Weber (2013a; 2013b).
Por outro lado, temos desenvolvido uma trajetória de pesquisa em que a produção teórica esteve sempre acompanhado de uma permanente exposição a experiências filosóficas em escolas públicas tanto com crianças quanto com professores visando confrontar, alimentar e problematizar nosso trabalho conceitual e ao mesmo tempo dar vida à pesquisa para além dos muros da universidade. Destacamos, nesse sentido, os projetos “Filosofia na Escola” que desenvolvemos na UnB (KOHAN; LEAL; TEIXEIRA, 2000) e “Em Caixas a filosofia en-caixa?” que está tendo lugar na UERJ desde 2007 (KOHAN; OLARIETA, 2012). Trata-se em ambos casos de espaços que procuram reafirmar o tripé em que se assenta a universidade pública: ensino, pesquisa e extensão, introduzindo experiências filosóficas em escolas públicas que não só contribuem para o pensar das crianças quanto para a formação filosófica de professores.
O presente projeto procura fortalecer esse compromisso com a vida da escola pública; por isso, prevê também a participação em seminários de pesquisa e projetos de práticas filosóficas com crianças e formação de professores em escolas públicas tanto no Engaged Philosophical Inquiry Consortium (EPIC) da British Columbia University quanto no The Vancouver Institute for Philosophy for Children, coordenado por Susan Gardner em Vancouver, Canada. Também projeta participar dos Campamentos ThinkFun (University of the Fraser Valley, Vancouver) bem como nos espaços de formação do Center for Philosophy for Children da University of Washington em Seattle, Estados Unidos. O objetivo principal do projeto diz respeito a consolidar um trabalho de pesquisa nas interfaces entre filosofia, infância e educação, a partir da interlocução com grupos de pesquisa consolidados no campo da investigação filosófica com crianças. Os principais resultados compreendem a publicação de dois artigos em periódicos com qualis não menor a B1 e um livro sobre as temáticas do projeto. Espera-se também que o projeto possa fortalecer as atividades de pesquisa do Núcleo de Estudos de Filosofias e Infâncias (NEFI) do Programa de Pós-Graduação em Educação (PROPEd) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o que inclui intercâmbio de professores e estudantes em nível de pós-graduação bem como a co-publicação de obras em torno da temática do presente projeto e outras formas de parceria acadêmica.

    

TÍTULO DA PESQUISA

DECOLONISING EARLY CHILDHOOD DISCOURSES: A CRITICAL POSTHUMANIST ORIENTATION IN HIGHER EDUCATION

PERÍODO:

2016 - 2018

LINHA DE PESQUISA

Infância, Juventude e Educação

GRUPO(S) DE PESQUISA

Núcleo de Estudos Filosóficos da Infância

FINANCIAMENTO(S)

COMPETITIVE PROGRAMME FOR RATED RESEARCHERS (CPRR) - University of Cape Town, South Africa

After the demise of apartheid, South African higher education has been concerned with decolonising
education in the context of race, gender and class, but no attention has been paid as yet to age as a
category of exclusion. In particular child and childhood has not been included in postcolonial discourses
about the transformation of higher educational spaces and curricula. Despite decades of sustained
academic critique and contestation in early childhood research, current programmes of study globally
and the pedagogies promoted in their courses still assume the essentialised, universal western child
who develops according to a stage-like linear process of formation according to his or her innate
potential (developmentalism). This project seeks to bring together transdisciplinary national and
international experts, to investigate how a new theoretical framework - one that is grounded in critical
posthumanism, the affective turn and socially just pedagogies can explain this injustice and inform
decolonising postdevelopmental theories and practices in higher education. What will be examined in
particular is how critical posthumanism could contribute towards a reconfiguration of childhood in the
design and content of postcolonial curricula (incl. a Massive Open Online Course) and research projects
and the analyses of empirical data. The project builds on a previous research project - one on
‘posthumanism and the affective turn’. It also includes some internationally acclaimed experts and
philosophers and early career emerging researchers from this project. In addition, new international
experts in early childhood will join the team. The project will use data and literature reviews from this
previous project and build on already established networks, publications and practices. Team members
will interact, share and disseminate ideas with each other and more broadly, through colloquia and
writing workshops as well as social media and synchronous virtual meeting spaces

    

TÍTULO DA PESQUISA

Outras fontes para pensar os sentidos de uma educação filosófica: Simón Rodríguez e os zapatistas

PERÍODO:

2015 - 2018

LINHA DE PESQUISA

Infância, Juventude e Educação

GRUPO(S) DE PESQUISA

Educação, pensamento e filosofia

FINANCIAMENTO(S)

FAPERJ (CNE 2015-2018); CNPq (Bolsista de Produtividade em Pesquisa 1C 2015-2018

A problemática específica estudada neste projeto, “Outras fontes para pensar os sentidos de uma educação filosófica: Simón Rodríguez e os zapatistas” é um tema que atravessa a educação nos seus diversos níveis bem como diz respeito a diferentes aspectos teóricos que a constituem. Busca consolidar um trabalho de pesquisa nas interfaces entre filosofia e educação, a partir da inerlocução com fontes de América Latina, com desdobramentos para pensar aspectos problemáticos do campo do ensino de filosofia e, de um modo mais geral, de uma educação filosófica no Brasil e na América Latina.

    

TÍTULO DA PESQUISA

Reseau de Philosophie de l’éducation en Praxis

PERÍODO:

2013 - 2017

LINHA DE PESQUISA

Infância, Juventude e Educação

GRUPO(S) DE PESQUISA

Núcleo de Estudos Filosóficos da Infância

FINANCIAMENTO(S)

The Aegean University; Programa ERASMUS Mundus

Le but du Laboratoire "Recherche sur la Philosophie Pratique et Appliquée" (L.R.Ph.P.A.) est le dépistage des issues associées avec l’émergence, la reconstruction, le tissage, la performance des formes de pensée et acte philosophiques dans leur rencontre avec des environnements éducatifs pluriels ainsi que l’organisation des procédures et des plans de recherche renforçant l’éducation, la pédagogie, la culture et la recherche philosophiques. La dimension pratique et appliquée est portée au centre de l’intérêt, au fur et à mesure que le passage de la théorie à ses réalisations est traversé par des saisies herméneutiques, critiques et dialogiques portant la méthodologie, l’analyse et compréhension philosophiques au seuil et au croisement des enjeux cruciaux et complexes: éthiques, politiques, anthropologiques, esthétiques, interculturels, écologiques, technologiques, e.t.c. Axes de recherche: pratiques philosophiques, philosophie-corps-textes, philosophie et arts, philosophie avec les enfants, philosophie et pratiques dialogiques, consultation philosophique, valeurs et éthique dans les chronotopes éducatifs, éthiques appliquées, éthique et pédagogie de la pensée: complexité/pensée critique/pensée du care, discours et formes de l’altérité, problématisation/dilemmatisation.